A Justiça Federal, Subseção de Balsas, determinou que a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) efetue a matrícula de Geidson Silva de Sousa, 17 anos, no curso de Medicina-Bacharelado, na modalidade LB_PPI (cotas raciais). A decisão foi tomada após o estudante ter sua autodeclaração como pardo indeferida pela instituição.
No início do ano, Geidson, morador do povoado Buriti Largo, na zona rural de São João dos Patos, foi aprovado em 9º lugar pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para Medicina na UFMA, campus São Luís. No entanto, após a pré-matrícula online em 30 de janeiro, sua autodeclaração foi questionada pela banca de heteroidentificação da universidade, que alegou que ele “não apresentava fenótipo pardo”. Mesmo apresentando documentos e cumprindo todas as etapas do processo, sua matrícula foi negada.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, gerando indignação entre internautas. Muitos destacaram que o jovem possui traços fenotípicos pardos, além de sua família também apresentar essa mistura racial, o que causou estranhamento diante da decisão da banca da UFMA.
Diante da negativa da universidade, a família do estudante ingressou com uma ação na Justiça. Em decisão favorável, o juiz determinou que a UFMA suspenda o indeferimento e realize a matrícula de Geidson em até cinco dias. Em caso de descumprimento injustificado, a universidade estará sujeita a multa diária de R$ 100,00, limitada a R$ 10.000,00.