Foi aberta oficialmente nesta segunda-feira (10) a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). O governador do Maranhão, Carlos Brandão, participou da cerimônia de abertura, realizada na chamada Zona Azul, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da Conferência, André Corrêa do Lago, além de delegações internacionais.
O evento inaugural reuniu representantes políticos, pesquisadores, lideranças sociais e jovens de comunidades tradicionais da Amazônia. Até o dia 21 deste mês, a COP30 reunirá chefes de Estado, organizações internacionais e representantes da sociedade civil para debater soluções diante das mudanças climáticas globais.
Em seu discurso de abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o simbolismo da conferência ser realizada na Amazônia.
“Fazer a COP aqui é um desafio tão grande quanto acabar com a poluição do planeta Terra. Seria mais fácil fazer a COP em uma cidade que não tivesse problema, mas resolvemos aceitar fazer a conferência em um estado da Amazônia, para provar que, quando se tem disposição e compromisso com a verdade, nada é impossível. O impossível é não ter coragem para enfrentar desafios”, afirmou o presidente.
O governador Carlos Brandão reforçou, em suas redes, o compromisso do Maranhão e do governo federal com a preservação do meio ambiente.
“O Maranhão está presente trazendo suas contribuições em defesa do planeta. Seguiremos juntos nos próximos dias debatendo ações contra a crise climática e pela construção de um futuro mais verde e equilibrado”, declarou.
Brandão também ressaltou a importância de a COP30 ocorrer pela primeira vez na Floresta Amazônica.
“Durante a COP30, faremos um amplo debate sobre a importância da preservação ambiental. Precisamos defender a Amazônia e o desenvolvimento sustentável. Os produtores precisam entender que é possível, sim, produzir e preservar as áreas de preservação permanente, reservas florestais e matas ciliares”, afirmou.
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, enfatizou que o evento deve marcar uma virada prática nas negociações climáticas.
“Esta conferência será um marco para ouvir e acreditar na ciência, em relação aos efeitos sociais e econômicos das mudanças climáticas. Após anos de negociações, será o momento de focar na implementação dos acordos multilaterais sobre o clima”, destacou.

