O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), concluiu nesta sexta-feira (9) as oitivas dos 21 investigados que permanecem presos no âmbito da Operação Tântalo II. As audiências tiveram início na última segunda-feira (5) e se estenderam ao longo da semana.
Na segunda-feira, compareceram à Sala de Depoimentos do Gaeco, acompanhados de advogados, os investigados Eustáquio Diego Fabiano Campos, Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, Wandson Jonath Barros, Janaina Soares Lima e Marlon de Jesus Arouche Serrão. Na ocasião, a defesa de Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira solicitou o adiamento do depoimento, que foi remarcado para esta sexta-feira (9).
Na terça-feira (6), foram ouvidos o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto e a primeira-dama Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas. As audiências também foram adiadas, a pedido da defesa, para a mesma data. Já na quarta-feira (7), prestaram depoimento a vice-prefeita Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça e o empresário Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva.
A sequência das oitivas ocorreu na quinta-feira (8), na Promotoria de Justiça da Comarca de Santa Helena, quando foram ouvidos, por videoconferência, os vereadores José Ribamar Sampaio, Mizael Brito Soares, Nadianne Judith Vieira Reis, Daniel Barbosa Silva, Savio Araujo e Araujo, Jose Luis Araujo Diniz, Gilmar Carlos Gomes Araujo, Josias Froes, Carla Regina Pereira Chagas, Inailce Nogueira Lopes e Valdemar Barbosa.
De acordo com o MPMA, com exceção de Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, que respondeu parcialmente aos questionamentos, os demais investigados optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Com o encerramento das oitivas dos investigados presos, o Gaeco dará continuidade à análise do material apreendido e dos elementos de prova obtidos a partir das medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário. O órgão também deve ouvir outros investigados e, ao final, concluir o Processo de Investigação Criminal (PIC), com a possibilidade de oferecimento de denúncia.
